segunda-feira, 22 de junho de 2015

Para a Segurança Social, no seu programa eleitoral, o Partido Socialista propõe:


•Avaliar com rigor a evolução do sistema de Segurança Social nos últimos anos, o impacto das medidas tomadas e os efeitos da crise económica nos equilíbrios financeiros dos sistemas de pensões, bem como os novos desafios que se colocam decorrentes das transformações demográficas e do mercado de trabalho;
•Promover estudos transparentes, retrospetivos e prospetivos, disponibilizando informação estatística rigorosa e clara para escrutínio de todos;
• Criar uma forma de acompanhamento e monitorização permanente de políticas sociais e do estado da Segurança Social, com o objetivo de efetuar uma avaliação rigorosa e independente das políticas e proceder a recomendações. Anualmente deve ser dada a conhecer, de forma transparente, clara e acessível a todos os cidadãos, o estado financeiro e a capacidade da Segurança Social para assegurar o pagamento de reformas e a sustentabilidade do sistema no médio e longo prazo;
• Criar um Sistema de Estatísticas da Segurança Social (SESS) que permitirá a divulgação atempada dos dados relevantes, contributivos e prestacionais, permitindo avaliar a evolução das políticas face aos seus objetivos, avaliar impactos sociais, bem como avaliar os procedimentos das entidades/serviços que promovem as políticas no terreno. A partir do SESS deverão ser geradas novos canais de comunicação das estatísticas, tornadas mais simples em função de diferentes públicos e de diferentes objetos


Desta amálgama de lugares comuns e banalidades sem pretensões de completude substancial destaco uma só coisa: o que aqui falta – nem uma linha sobre a sustentabilidade futura do sistema de segurança social!!!

O programa do PS para as eleições legislativas é espelho daquilo que é o próprio partido: um programa enxertado e sem propostas concretas e que garantam a continuação da boa gestão das contas públicas. O programa socialista baseia-se em previsões macro económicas de crescimento económico que ignora uma série de restrições decorrentes da inserção de Portugal num espaço económico regional e estando, portanto, bastante dependente de decisões tomadas ao nível europeu.

Um programa como o que os socialistas apresentam só seria exequível senão vivêssemos numa economia de mercado, integrada no contexto de globalização crescente. Só num estudo académico se poderá defender tais propostas, recorrendo à conhecida máxima económica Ceteris Paribus. Mas constante sabemos nós que é pelo menos a equipa que o PS apresenta para governar o país: todos os que levaram o país à ruína lá continuam, à exceção do preso 44…


Da necessidade de não voltar para trás



Daqui a cerca de 3 meses os portugueses serão chamados às urnas para decidir, para fazer uma escolha: voltar para a governação socialista que por 3 vezes levou o país à bancarrota na sua história democrática ou apoiar a prossecução dum caminho difícil, mas que está a mostrar frutos, que trará estabilidade a Portugal.

Estas eleições legislativas são sem dúvida de maior relevo para o futuro do país. Será o próximo governo o responsável pela gestão dos fundos comunitários e o responsável pela implementação da estratégia Europa 2020. Será o próximo executivo aquele que tratará de gerir uma dívida pública de grande monta, legado da governação criminosa que levou o país à humilhação de pedir ajuda externa em 2011.

Será na legislatura que começa no final de 2015 que se decidirá a questão que a todos os portugueses interessa e preocupa: a sustentabilidade da Segurança Social pública.

Todas estas questões me fazem crer que o envolvimento do povo português será grande na discussão do futuro do país, até ao próximo ato eleitoral.

Cabe agora a todos aqueles que acreditam na vitória da Coligação, no período que medeia até às eleições, esclarecer todos os portugueses sobre o trabalho feito e acima de tudo sobre as propostas para o futuro.

Vamos continuar a salvar Portugal!